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Câmara Fria: Métodos de desinfecção contra SARS-CoV-2

A pauta deste artigo técnico é a Câmara Fria, porem, ele é dedicado não só a desvendar os melhores métodos de desinfecção dos ambientes refrigerados, bem como dos trabalhadores que neles lavoram, com a finalidade de prevenir a proliferação do SARS-CoV-2.

 

Tome ciência da incumbência de um walkin cooler frente a epidemia

 

Temos por conceito que a função da Câmara fria é a de manter os gêneros perecíveis em condições climáticas ideais, sejam elas de temperatura e/ou de umidade relativa. Acima de tudo visando preservá-los para consumo e/ou utilização posterior.

 

Inegavelmente as mercadorias termossensíveis são susceptíveis as mudanças no clima, motivo pelo qual elas devem ser abrigadas em locais climatizados. Por outro lado elas são produzidas mediante normas rígidas, tais quais as da ANVISA, decerto estas regras tem como objetivo asseverar a qualidade do produto final.

 

Os produtos refrigerados, posteriormente a sua fabricação, devem ser obrigatoriamente estocados em uma câmara frigorifica ou walkin cooler, ademais são transportados em veículos frigoríficos e/ou em caixas térmicas quando em menor quantidade. Naturalmente, no local de distribuição, eles devem ser preservadas sob refrigeração. Portanto verifica-se que ha uma rede de frio própria e disponibilizada para manter a qualidade destes produtos. Dessa maneira, frente a pandemia, torna-se essencial a adoção dos procedimentos de higienização e também de desinfecção destes locais frigoríficos.

 

Como o coronavírus pode adentrar e se preservar na Câmara fria?

 

A principio é correto afirmar que o novo coronavírus é carreado para o interior do compartimento resfriado de duas maneiras, não apenas pela entrada de embalagens contaminadas, como também pelos uniformes e utensílios empregados pelos operadores do equipamento.

Camara fria e seus utensilios - Requerem esterilização contra o SARS-CoV-2

Como resultado do menosprezo pela higiene básica na Câmara fria, temos que o coronavírus sobrevivera por muito mais tempo, alem de promover a contaminação de todo o ambiente e inclusive da mercadoria nele armazenada, dada a existência das condições propicias para tanto, a saber:

 

  • manutenção de superfícies úmidas ou molhadas;
  • existência de superfícies empoeiradas e/ou com sujidades;
  • condições precárias dos revestimentos interiores;
  • manutenção de matéria orgânica desembalada;
  • baixa temperatura no ambiente;
  • inexistência de procedimentos de limpeza e desinfecção.

 

Por quanto tempo o coronavírus da síndrome respiratória aguda grave 2 sobrevive fora do corpo humano?

 

De uma maneira bastante simplória, pode-se afirmar que todos os coronavírus são formado por um conjunto de proteínas e lipídios. Acresce que eles são transmitidos de pessoa para pessoa por contato físico, alem do mais eles podem subsistir em superfícies solidas ou em gotículas respiratórias, tal qual na tosse de um infectado. Mais importante é que na Câmara fria, em virtude da existência de condições propicias, o novo coronavírus pode subsistir por longos períodos.

 

Fora do corpo humano, diversas forças exteriores promovem a degradação do vírus. Portanto, os tais fatores externos decompõe as suas proteínas e lipídios, desta forma desestabilizando o novo coronavírus e reduzindo a chance dele causar uma infecção. Mas um aspecto que não está claro é exatamente quanto tempo o novo coronavírus da síndrome respiratória aguda grave 2 sobrevive fora do corpo humano.

 

Um estudo atual constatou que o SARS-CoV-2 pode sobreviver em diferentes superfícies, sendo que ele pode permanecer ativo por um prazo que varia de duas horas a cinco dias. Por outro lado, algumas pesquisas sobre outros coronavírus, não só aquele responsável pela epidemia da Sars, bem como aquele causador da Mers, descobriram que eles podem perdurar em superfícies de metal, vidro e plástico por até nove dias.

 

A seguir elencamos as recomendações dos técnicos acerca dos prazos estimados de sobrevida do novo coronavírus em diferentes tipos de superfícies, a saber:

 

  • tecidos: por mais de 8 horas;
  • alumínio: de 2 a 8 horas;
  • vidro: por até 4 dias;
  • papel: de 4 a 5 dias;
  • plastico; por ate 5 dias;
  • madeira: ate 2 dias;
  • cobre: por ate 4 horas;
  • aço inoxidável: ate 72 horas;
  • no interior da macara frigorifica: por até 28 dias.

 

Saiba que a cartilha do MPF determina a realização de ações de higiene das superfícies

 

Com o proposito de elaborar uma cartilha visando alertar a população e os tomadores de decisão, no sentido de proteger as pessoas e prevenir a disseminação do SARS-CoV-2, reuniram-se diversos profissionais e pesquisadores integrantes da Sala Técnica de Saneamento do Ministério Publico Federal. Outrossim, a cartilha versa acerca das orientações sobre abastecimento público de água, esgotos domésticos e higienização em geral, visto que se propõe a barrar a transmissão da COVID-19.

 

Com toda certeza, as falhas nos processos de limpeza e desinfecção de superfícies tem como consequência a disseminação e transferência de microrganismos nos ambientes, sejam eles de cunho profissional ou domestico, desta forma colocando em risco a segurança das pessoas que atuam nesses locais. Mais importante é que em recintos profissionais o espalhamento do novo coronavírus pode acontecer ainda mediante o deslocamento de mercadorias contaminadas de um endereço para o outro.

 

O documento elaborado pelo MPF não abrange o método de desinfecção empregado nos ambientes climatizados, tais quais aqueles verificados nas câmaras frias. Por conta disso o time de engenharia da Tectermica pôs-se a produzir a presente orientação profissional.

 

Quais os métodos conhecidos para desinfecção e/ou limpeza dos ambientes em geral?

 

Sabe-se que o coronavírus da síndrome respiratória aguda grave 2 tem características diferentes das de uma bactéria. Por possuir uma capa de proteia que recobre o seu material genético, o RNA, para inativá-lo basta destruir esta proteção. Por certo, o calor ou então alguns desinfetantes especializados, próprios para higienização de ambientes, serão eficientes nesta feita.

 

"É um fato que as superfícies limpas e desinfetadas conseguem reduzir em cerca de 99% o número de microrganismos, enquanto as superfícies que foram apenas limpas os reduzem em 80%"

 

Embora nenhum produto disponível no mercado tenha sido testado especificamente contra o SARS-CoV-2, por certo tem-se que diversos agentes sanitizantes possuem a capacidade de destruir a capa de proteína que recobre o vírus, desta forma inativando-o.

Camara frigorifica - A luz ultravioleta esteriliza a mercadoria armazenada

Com o proposito de desinfetar os recintos, os especialistas recomendam o uso de saneantes no processo. Conheça aqueles produtos mais profícuos para a higienização e/ou esterilização dos espaços e superfícies, como segue:

 

  1. Soluções contendo água e produtos químicos:
    • sabão liquido,
    • peroxido de hidrogênio (água oxigenada) diluído a 0,5%,
    • hipoclorito de sódio (água sanitária) diluído a 0,1%,
    • cloro;
  2. Produtos químicos sem diluição:
    • álcool em gel 70 graus,
    • álcool etílico de 62 a 71 graus;
  3. Outros tipos de desinfetantes:
    • 2-fenilfenol ou o-phenylphenol (Lysoform) em aerossol,
    • ozônio aquoso,
    • luz ultravioleta,
    • água quente a no minimo 60C.

 

A luz ultravioleta é eficiente na esterilização de ambientes

 

Saiba que a luz UVC é usada de longa data por inúmeros setores da indústria, não apenas o farmacêutico e de bebidas, como também em ambientes hospitalares, por certo para eliminar germes, patógenos, bactérias, fungos e bolores em suas dependências fabris. De maneira idêntica, a sua eficacia também é comprovada na esterilização da câmara para resfriamento, inclusive de toda a mercadoria que nela encontra-se armazenada.

 

 “A luz ultravioleta decompõe o ácido nucleico. Essa luz praticamente esteriliza as superfícies. Ambientes ao ar livre são geralmente mais limpos do que ambientes fechados simplesmente devido à luz ultravioleta. Disse Ian Lipkin, diretor do Centro de Infecção e Imunidade da Universidade de Colúmbia"

 

Assimile os insumos empregados no processo de desinfecção e esterilização da Câmara fria e dos seus arredores

 

Neste momento em que as pessoas aderem ao isolamento social para evitar o contagio pela Covid-19, existem incontáveis empresas que modificaram os seus métodos e adotaram novos protocolos de segurança, com o proposito de proteger os trabalhadores e os consumidores da infecção causada pelo novo coronavírus.

 

Por certo as providencias de cunho sanitário, não raro aquelas inerentes ao walkin cooler, bem como aquelas concernentes as suas imediações, demandam insumos e/ou equipamentos específicos para a sua correta implementação, a saber:

 

  • para o borrifamento de produtos químicos faz-se uso do pulverizador costal manual;
  • quando o foco é lavar grandes espaços emprega-se a lavadora de alta pressão;
  • por outro lado, para a sanitização manual da Câmara fria deve-se contar com baldes, esfregões e panos.

 

Quais as melhores estrategias visando higienizar a Câmara fria?

 

Pesquisas atuais dão conta que o ar frio e seco, como exemplo aquele existente na Câmara fria, também seja propício para que o coronavírus da síndrome respiratória aguda grave 2 permaneça intacto no ar por ate 28 dias. Ainda mais, que seja transportado por grandes distâncias, desta maneira espalhando a COVID-19 entre os trabalhadores.

Camara fria: Desinfectar os seus arredores previne a proliferação do novo coronavirus

Certamente não basta desinfetar somente a câmara frigorifica. Pelo contrario, para evitar a proliferação do vírus, tem que esterilizar toda a mercadoria que nela sera armazenada, bem como higienizar os operários que com ela interagem. Nesse sentido elaboramos o presente tutorial, só para ilustrar os procedimentos mais adequados, senão vejamos:

 

  1. As opções de como higienizar a Câmara fria e seus utensílios:
    • método utilizando aspersão: borrifar em todo o interior com qualquer uma das soluções quinicas citadas,
    • procedimento empregando panos para limpeza: embeber os panos ou esfregões em uma das misturas químicas e aplicar em todas as superfícies ;
  2. O modo para esterilizar não só as câmaras frigorificas, bem como a mercadoria estocada:
    • estrategia empregando a luz germicida: equipar a Câmara fria com lampadas de UV, porem com acendimento automático e somente na ausência dos trabalhadores;
  3. O processo para desinfecção da mercadoria refrigerada que sera estocada:
    • sistema com ozônio aquoso: antes de adentrar a câmara frigorifica deve-se aspergir as embalagens com o produto,
    • metodologia manual: fazendo uso de um pano embebido em uma mistura das misturas químicas mencionadas, limpe cuidadosamente cada uma das embalagens.

 

Saiba que os operadores, bem como o entorno da Câmara fria também devem ser desinfetados

 

Com o proposito de assegurar a assepsia, não apenas na Câmara fria, como também no ambiente profissional, faz-se mister algumas providencias sanitárias adicionais. Dessa forma compete inclusive desinfetar os trabalhadores e as dependências fabris, como segue:

 

  1. Como higienizar os operários:
    • contar com uma barreira sanitária no acesso para promover a higiene dos calçados,
    • usar guarda pó ou avental para evitar contato com as embalagens,
    • lavar frequentemente as mãos com sabão,
    • dispor dos equipamentos de proteção individual (EPIs) adequados,
    • implementar um rigoroso controle de temperatura dos colaboradores;
  2. Como limpar os ambientes internos adjacentes e páteos externos:
    • a lavadora de alta pressão, seja utilizando água quente ou uma mistura química, é a incumbida para sanitizar as áreas de carga e descarga, páteos, docas, estacionamentos,
    • por outro lado o pulverizador costal manual se presta a higienização por borrifamento das áreas internas, ou seja, das dependências próximas a Câmara fria.

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